Pesquisa revela que Brasil tem reservas de potássio para abastecer agricultura até 2100

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) elaborou um estudo que mostra que o Brasil tem reservas que poderiam garantir o abastecimento de potássio até 2100. Atualmente, de acordo com dados da Embrapa, metade da importação do insumo vem da Rússia e de Belarus.

De acordo com o professor do departamento de Engenharia de Produção da UFMG, Raoni Rajã, dois terços das reservas se concentram em Sergipe, São Paulo e Minas Gerais. Na Amazônia, apenas 11% se sobrepõem a terras indígenas ainda não homologadas. Os números foram levantados conforme os dados do Ministério de Minas e Energia.

A pesquisa chega no momento em que o Governo Federal tem um projeto de autorizar a exploração mineral em terras indígenas. O presidente Jair Bolsonaro, em uma entrevista a uma rádio de Roraima, defendeu o projeto e criticou a demarcação das terras destinadas aos indígenas.

“Temos projeto desde 2020 que permite explorarmos essas terras indígenas, de acordo com o interesse do ministério, se eles concordarem, podemos explorar minérios, fazer hidrelétricas. O que o fazendeiro faz na tua terra, o indígena pode fazer do lado”, declarou Bolsonaro.

Porém especialistas do ramo acadêmico alegam que para conseguir tal ação é necessário mudar a legislação. Docentes dizem que as jazidas em terras indígenas trazem o desafio da tecnologia, já que se trata de um potássio que não vai ser conseguido de maneira fácil devido a sua forma de salmoura. No Brasil, ainda não há tecnologia o suficiente para conseguir tal extração.

O Serviço Geológico do Brasil, vinculado ao Ministério de Minas e Energia, por sua vez, defende a extração do potássio, julgando-o necessário para a utilização do país, pois se trata de um formado ideal para a produção de fertilizantes solúveis. Esse potássio também é utilizado no Canadá e na Rússia.

Importação

O Brasil depende da importação de fertilizantes à base de nitrogênio, fósforo e potássio para garantir a produção agrícola. Eles são utilizados para corrigir o solo e garantir o aumento da safra.

Pesquisadores da área afirmam que o Brasil tinha independência de potássio até 1990, mas a produção nacional não seguiu com o aumento do consumo de fertilizantes, o que deixou o país atrasado nesse sentido.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento deve lançar um plano nacional de fertilizantes ainda em março, porém, para especialistas no ramo, é preciso equiparar a questão dos impostos. No Brasil, se há a produção, se paga 8% de ICMS, enquanto na importação não se paga imposto. Portanto, é necessário ter uma ação de longo prazo, com estímulos de bancos públicos.

Estoque

A Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) divulgou que os produtores têm estoque de fertilizantes para três meses. A entidade mantém diálogo com o Governo Federal para resolver o problema e espera que a guerra na Ucrânia acabe o quanto antes.

Conforme o Ministério da Agricultura informou à CNN, o Brasil tem fertilizantes para garantir o plantio até outubro e prepara um treinamento sobre a eficiência dos insumos, a fim de conseguir uma economia de US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões) em fertilizantes.

Ampliação da produção de fertilizantes em MG

A Verde Agritech anunciou a aceleração de seus planos de investimentos em produção de fertilizantes de potássio em Minas Gerais, após a alta nos preços por questões geopolíticas e a invasão russa na Ucrânia.

Segundo comunicado da empresa, que tem mina e fábrica em São Gotardo, uma segunda unidade deve iniciar produção no terceiro trimestre deste ano, com capacidade de produzir 1,2 milhão de toneladas ao ano. A produção total da empresa no ano passado de 400 mil toneladas de fertilizantes de potássio.

A segunda unidade deverá ampliar sua capacidade para 2,4 milhões de toneladas até o quarto trimestre, elevando a capacidade total da empresa para 3 milhões de toneladas ao ano.

Dessa forma, a Verde Agritech deverá ser a maior produtora de potássio do Brasil, contribuindo para melhorar a oferta de um produto que o país importa cerca de 96% do volume consumido. A companhia informou também que tem a expectativa de começar a construção de uma terceira fábrica em 2023, dependendo de licenças.

A expansão fabril da Verde Agritech chega após a empresa ter anunciado, em fevereiro, que conseguiu a autorização para mineração de adicionais 2,5 milhões de toneladas por ano, elevando a capacidade total permitida para 2,8 milhões de toneladas por ano.

O investimento de R$ 51 milhões para financiar o plano de expansão foi aprovado pela empresa, que se soma aos R$ 22 milhões previamente aprovados para a construção da unidade. Nos últimos 15 anos, a companhia já investiu 500 milhões de reais na operação em Minas Gerais.

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