Como Evitar o Prematuro Desgaste da Correia Transportadora

Como Evitar o Prematuro Desgaste da Correia Transportadora

Neste artigo você vai aprender como Evitar o Desgaste em Correia Transportadora. A correia transportadora é um dos componentes mais importantes dentro de diversas indústrias. De fato, cuidar para que esse componente não tenha sua vida útil reduzida não é uma tarefa fácil. Para saber mais das características de uma correia transportadora clique aqui. 

Mas é possível cuidar para evitar todo esse desgaste prematuro. Pensando nisso, a JW Engenharia preparou um conteúdo incrível de como evitar o desgaste da correia transportadora.

Acompanhe no texto e saiba como isso pode ser útil no dia a dia, com dicas e uma visão do José Carlos. Ele trabalha a anos no setor e sabe o quão prejudicial esse desgaste prematuro pode ser para a empresa, confira: 

Índice do artigo

Cuidados na instalação

Na instalação de uma correia transportadora devem ser observados diversos pontos, como por exemplo, a direção dos lados da cobertura superior e inferior. Se for essencial substituir ou reparar a correia, a nova é emendada à extremidade dianteira da correia velha, já a correia antiga é apertada e cortada.

Além disso, em cavaletes de sustentação e no mesmo alinhamento, o rolo deve ser posicionado junto ao tambor de retorno, fazendo com que a correia desenrole saindo por cima. Ao puxar a correia para o transportador, o rolo virará para direção oposta à indicada pela seta nas caixas.

Para deixar o acabamento mais resistente, você pode utilizar um produto à base de uretanos para reparo de correias. Nesse caso, fixa-se placas em suas extremidades, puxa-se ao longo do transportador através de um trator e prende-se ao gancho do cabo de aço.

É muito importante assegurar que o lado de transporte do transportador esteja colocado para cima, se estiver puxando para baixo ou para o topo, se estiver puxando para o retorno. O motor de acionamento do transportador é usado para puxar a correia nova enquanto o dispositivo de reboque fornece tensão de folga para o tambor de acionamento do transportador e arrasta o cinto antigo.

Dessa maneira, o local de carga de qualquer transportador é um ponto decisivo para o funcionamento da correia. Pois o transportador recebe maior abrasão e muito impacto, o correto posicionamento do chute, também conhecido como bica de descarga, é essencial para guiá-lo na correia transportadora de modo homogêneo para que não haja transbordamento, além de assegurar o correto aporte de material a ser transportado.

Logo, o ideal é fazer com que o material passe do chute para a correia na mesma velocidade e direção de deslocamento com o mínimo de impacto possível. No tamanho do chute de carregamento, a largura da extremidade que recebe o material deve ser enorme o suficiente para que ele seja depositado deitado, já a inclinação é determinada pela natureza do material, sua velocidade de entrada e comprimento do chute.

Os chutes em formato curvilíneo permitem que o material entre em contato com a correia com altura mínima de queda, com menos turbulência e de modo mais suave, minimizando o atrito e os danos causados pelo impacto. Geralmente são mais caros que os chutes convencionais, mas o investimento é válido e são recomendados tanto para transportadores que já existem quanto para os novos.

A saia da placa deve ser usada para centralizar e regular o carregamento enquanto ele deixa o ponto de carga, sendo geralmente 4 ou 5 vezes a largura da correia, podendo variar consideravelmente devido ao tipo, tamanho do material e velocidade da correia. É importante e necessário verificar a relação do custo e benefício para assim escolher o modelo mais apropriado às suas necessidades.

Entenda os problemas mais comuns na avaliação anual do transportador

Com a avaliação anual feita em um equipamento transportador, é possível identificar alguns problemas que podem estar causando o desgaste prematuro de uma correia transportadora.

Abaixo, você confere quais podem ser esses problemas, para evitá-los de maneira efetiva, visando cuidar da saúde do equipamento, confira:

Deslizamento de banda

Um dos problemas que podem causar o desgaste prematuro em correia transportadora é o deslizamento de banda. O material que pode ser transportado, a configuração incorreta do sistema e, até mesmo, as condições meteorológicas, podem ser causas que afetam o deslizamento.

De fato, todos os problemas citados acima contribuem para que a correia não sustente a banda adequadamente e, por consequência, cause o deslizamento de banda. Esse é um dos problemas mais comuns constatados pelo avaliador.

Esse tipo de problema, pode afetar o sistema, forçando-o a trabalhar ainda mais. Por fim, isso causa o desgaste prematuro da correia e, eventualmente, paralisações para reparo.

Com uma avaliação completa é possível saber o nível de desgaste de uma correia transportadora. Ele também auxilia em saber onde o deslizamento ocorre, visando a raiz do problema para que ele não se torne mais caro no futuro.

O desalinhamento também pode ser a causa do desgaste prematuro da correia transportadora

Quando há um material que é devolvido preso a banda, é possível que haja um desalinhamento na correia transportadora. Acumulação nos rolos pode fazer com que a correia se desvie para os lados.

Porém, esse não é o único motivo para o desgaste prematuro de uma correia transportadora. O desalinhamento de toda a máquina, emenda incorreta e carga fora do centro, fazem com que o desgaste seja mais rápido que o normal.

De fato, é essencial evitar o desalinhamento do equipamento, pois, mesmo as correias desalinhadas podem causar derramamentos. Esses danos, podem ser prejudiciais tanto para a máquina, quanto para a estrutura total.

Material que é devolvido preso a banda

Todo o material que é devolvido, colado a correia transportadora é um dos problemas mais comuns. Além de ser um problema comum, ele tende a ser o mais caro para toda a operação. Embora o material esteja aderindo ao transportador, pode ser inevitável o “custo de fazer negócios”, apresentando preocupações reais e grandes desafios.

O material devolvido ao transportador, pode causar a perda de produtividade e, possivelmente, riscos de segurança aos funcionários. Para quem trabalha diariamente com o transportador de correia, contornar essa situação é fácil.

Um funcionário experiente, contorna a situação de maneira prudente, porém, destacando ainda mais que é preciso uma avaliação externa do equipamento. De fato, a ajuda dos funcionários é o mais importante, neste caso, avisando sobre o estado do equipamento para os superiores.

Mantenha os roletes funcionando sem problemas

Caso os roletes pararem de funcionar de alguma forma ou congelarem, isso pode ter vários reflexos para a sua máquina, podendo levar ao desgaste do cinto mais rápido do que o normal e à necessidade de substituição. Para evitar essa situação, basta limpar os roletes à medida que ficam sujos e substituí-los quando começarem a se desgastar.

Além disso, os roletes de retorno da correia transportadora podem ficar alinhados incorretamente com o tempo devido à instalação inadequada ou desgaste natural, rasgo e movimento, além de congelarem e ficarem sujos. Assim, essas peças devem ser limpas regularmente e seu alinhamento deve ser verificado.

A importância de se atentar ao desgaste prematuro de uma correia transportadora

Até o momento, citamos alguns pontos que devem ser avaliados por um especialista, para entender melhor a saúde das correias. Por falar em especialista, em seu artigo do Linkedin, José Carlos explica melhor como funciona esse desgaste.

“A carcaça pode apresentar alongamentos temporários (elásticos) devido às variações nas tensões da correia causadas pelas condições de partida e frenagem ou variação das condições térmicas. Cada uma dessas fibras tem características próprias que as diferem e as tornam convenientes para determinadas aplicações.”, explica José em seu artigo.

“Por exemplo: o NYLON comparativamente ao POLIESTER apresenta maior alongamento. Isso faz com que correias com lona tipo PP (Nylon/ Nylon) sejam mais adequadas em condições de impacto, já que o amortecimento será mais eficiente. Em grandes transportadores e elevadas tensões, o POLIÉSTER, se torna mais adequado.”, complementa.

Para saber mais sobre as correias transportadoras e como o seu desgaste afeta em grandes escalas, clique aqui e confira o artigo do José Carlos no Linkedin.  

A JW Engenharia, traz conteúdos que mostram a importância da saúde dos equipamentos, tanto para a empresa, quanto para os colaboradores. Para entender mais e conferir outros conteúdos, clique aqui e saiba mais. 

A JW Engenharia é um fornecedor industrial que atende todo o Brasil, levando produtos de alta tecnologia e soluções técnicas que possam reduzir custos e aumentar a disponibilidade operacional das plantas.

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